Técnicas de Recuperação Secundária

A pressão natural existente na subsuperfície é o mecanismo responsável por conduzir o óleo durante a sua extração. Quando um poço é perfurado e apenas esta pressão atua como elemento forçante principal na recuperação de óleo, diz-se que esta é uma recuperação primária.

Todavia, após o tempo de vida do poço a pressão natural no reservatório decai sobremaneira a ponto de tornar-se incapaz de promover o escoamento do óleo à superfície. Logo, uma energia adicional provida por fontes externas é necessária para complementar a queda de pressão. É neste ponto que as técnicas de recuperação secundária entram em cena.

Técnicas de recuperação secundária são baseadas na injeção de fluidos no reservatório, os quais fornecem a pressão adicional necessária para promover a retirada do óleo remanescente no reservatório. Estas técnicas, por sua vez, criam uma espécie de força artificial. A injeção de água (waterflooding), por exemplo, pode ser feita tanto on-shore quanto off-shore e com água proveniente de mares, rios ou aquíferos.

Com a recuperação secundária, o volume percentual de óleo extraído do reservatório, isto é, o fator de recuperação, pode aumentar consideravelmente dependendo das características do óleo e da rocha do reservatório. O fator de recuperação atingido após a aplicação de técnicas de recuperação primária e secundária gira em torno de 30% a 45%.